Caminho das Folhas
As ervas abrem um reencontro e selam uma aliança por território.
Na Aldeia Tupinambá de Abrantes, Renata e Rívia protegem as ervas como escudo e memória, enquanto desmatamento, ataques e a disputa por acesso às folhas exigem alianças e resistência.
Permeado entre indígenas e afrodescendentes, o conhecimento é oral, passado do curandeiro para aprendiz, de geração em geração, com poucos registros escritos produzidos pela própria comunidade.
Muitas das receitas para remédios naturais só são conhecidas por quem é iniciado em práticas de cura e em seus significados sagrados, num contato íntimo com o meio ambiente.
A preservação dos rituais da comunidade é essencial para manter a identidade e garantir a manutenção e preservação das tradições culturais brasileiras
Na Aldeia Tupinambá de Abrantes, a cacica Renata Tupinambá e Majé Rívia Tupinambá tentam manter de pé o que o desmatamento e a especulação insistem em derrubar. Depois de ataques e incêndios que desorganizam a vida da comunidade, elas reorganizam o cultivo e a proteção das ervas, porque ali, a planta também é escudo.
O coração do episódio é o encontro da cacica Renata com a ialorixá Sueli Conceição, dentro da Mata Atlântica, numa caminhada em que ouvir o chão é tão importante quanto falar. As plantas da diáspora encontram correspondentes apresentados pelos povos originários, e a troca vira método, afeto e estratégia de resistência.
A jornada passa pelo Ilê Alaketu Axé Oju Omi, em Camaçari, com Babá Ivan de Iemanjá explicando por que a busca por folhas virou também disputa por acesso, cercas e impedimentos.
E se completa na Feira de São Joaquim, um labirinto vivo na Cidade Baixa, onde se compra de tudo e se aprende o tempo todo. Ali, mateiras e barraqueiros fazem do balcão uma roda de conversa: mostram a folha certa, comparam cheiros e texturas, discutem nomes e fundamentos, explicam para que serve cada planta, se é banho, chá, remédio, proteção ou reza. Entre sacos, raízes e garrafas, o conhecimento circula de mão em mão, como um arquivo falado. E é assim que a feira vira refúgio, mantendo acessível o que já sumiu das matas próximas.
Na Aldeia Tupinambá de Abrantes, a cacica Renata Tupinambá e Majé Rívia Tupinambá tentam manter de pé o que o desmatamento e a especulação insistem em derrubar. Depois de ataques e incêndios que desorganizam a vida da comunidade, elas reorganizam o cultivo e a proteção das ervas, porque ali, a planta também é escudo.
O coração do episódio é o encontro da cacica Renata com a ialorixá Sueli Conceição, dentro da Mata Atlântica, numa caminhada em que ouvir o chão é tão importante quanto falar. As plantas da diáspora encontram correspondentes apresentados pelos povos originários, e a troca vira método, afeto e estratégia de resistência.
A jornada passa pelo Ilê Alaketu Axé Oju Omi, em Camaçari, com Babá Ivan de Iemanjá explicando por que a busca por folhas virou também disputa por acesso, cercas e impedimentos.
E se completa na Feira de São Joaquim, um labirinto vivo na Cidade Baixa, onde se compra de tudo e se aprende o tempo todo. Ali, mateiras e barraqueiros fazem do balcão uma roda de conversa: mostram a folha certa, comparam cheiros e texturas, discutem nomes e fundamentos, explicam para que serve cada planta, se é banho, chá, remédio, proteção ou reza. Entre sacos, raízes e garrafas, o conhecimento circula de mão em mão, como um arquivo falado. E é assim que a feira vira refúgio, mantendo acessível o que já sumiu das matas próximas.




Criação e Roteiro Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção de Fotografia: Rogério Sampaio
Direção de Arte: Yata Andersen
Produção Executiva: Candida Luz Liberato
Coordenação de Produção: Carla Copello
Controller: Renato ScopVam
Criação e Roteiro Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção de Fotografia: Rogério Sampaio
Direção de Arte: Yata Andersen
Produção Executiva: Candida Luz Liberato
Coordenação de Produção: Carla Copello
Controller: Renato ScopVam



Arrancados percorre comunidades em Salvador, Abrantes e Camaçari para mostrar a luta pela terra e pela titularidade como uma disputa por vida, memória e continuidade. Entre terreiros, quilombos e territórios indígenas, o conhecimento botânico das comunidades tradicionais surge como fundamento de cura, proteção e identidade, transmitido no corpo, no ritual e na prática cotidiana. Mulheres em posição de liderança, ialorixás, cacicas, majés e ekedes sustentam redes de cuidado e resistência enquanto enfrentam invasões, racismo ambiental, cercamentos e a violência que tenta empurrar o sagrado para longe do próprio chão. Do Parque São Bartolomeu, território sagrado para comunidades tradicionais, à Feira de São Joaquim, onde o saber circula de mão em mão entre bancas e raízes, a série costura espiritualidade, conhecimento botânico e justiça para afirmar uma verdade simples: território não é recurso, é pertencimento. Em um dos episódios, a jornada também cruza Brasília, acompanhando uma comunidade indígena em luta por território e ouvindo representantes de órgãos oficiais, para mostrar como essa disputa se decide tanto no chão quanto no papel.
Arrancados percorre comunidades em Salvador, Abrantes e Camaçari para mostrar a luta pela terra e pela titularidade como uma disputa por vida, memória e continuidade. Entre terreiros, quilombos e territórios indígenas, o conhecimento botânico das comunidades tradicionais surge como fundamento de cura, proteção e identidade, transmitido no corpo, no ritual e na prática cotidiana. Mulheres em posição de liderança, ialorixás, cacicas, majés e ekedes sustentam redes de cuidado e resistência enquanto enfrentam invasões, racismo ambiental, cercamentos e a violência que tenta empurrar o sagrado para longe do próprio chão. Do Parque São Bartolomeu, território sagrado para comunidades tradicionais, à Feira de São Joaquim, onde o saber circula de mão em mão entre bancas e raízes, a série costura espiritualidade, conhecimento botânico e justiça para afirmar uma verdade simples: território não é recurso, é pertencimento. Em um dos episódios, a jornada também cruza Brasília, acompanhando uma comunidade indígena em luta por território e ouvindo representantes de órgãos oficiais, para mostrar como essa disputa se decide tanto no chão quanto no papel.
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