Sem Escritura, Sem Paz
Sem título de terra, terreiros e quilombos vivem em vigília.
No Terreiro Oxumarê, Mãe Sandra e Babá PC defendem um território sagrado “espremido” pela expansão urbana, enquanto leis, imóveis e esgoto ameaçam a água e o fundamento, em diálogo com a luta por titulação no Quilombo Pitanga de Palmares.
Permeado entre indígenas e afrodescendentes, o conhecimento é oral, passado do curandeiro para aprendiz, de geração em geração, com poucos registros escritos produzidos pela própria comunidade.
Muitas das receitas para remédios naturais só são conhecidas por quem é iniciado em práticas de cura e em seus significados sagrados, num contato íntimo com o meio ambiente.
A preservação dos rituais da comunidade é essencial para manter a identidade e garantir a manutenção e preservação das tradições culturais brasileiras
Em meio ao crescimento urbano, o Terreiro Oxumarê aparece como um mundo inteiro comprimido dentro da cidade. Mãe Sandra de Iemanjá conta como o território foi se tornando um “terreiro espremido”, obrigado a se defender da invasão imobiliária e a provar, repetidas vezes, que existe e que é sagrado.
Ao lado dela, Babá PC lembra que ali se cuida de gente, de corpo e de espírito, e que a perseguição hoje também vem por “papel”, lei e caneta. O episódio encosta na fonte, na água que precisa ser saudada, e mostra o que acontece quando o “progresso” enterra rio, empurra esgoto e ameaça o fundamento.
A narrativa cruza então com o Quilombo Pitanga de Palmares, em Simões Filho, onde Wellington Pacífico fala de um processo de regularização que se arrasta por anos e cobra um preço alto, marcado por luto e violência.
É nesse contexto que Liliana Amorim, da Fundação Cultural Palmares, órgão federal sediado em Brasília, explica o que a titulação significa na prática.
A partir daí, o filme afirma, sem romantizar: terra não é pedaço, é corpo, memória, cura e futuro
Em meio ao crescimento urbano, o Terreiro Oxumarê aparece como um mundo inteiro comprimido dentro da cidade. Mãe Sandra de Iemanjá conta como o território foi se tornando um “terreiro espremido”, obrigado a se defender da invasão imobiliária e a provar, repetidas vezes, que existe e que é sagrado.
Ao lado dela, Babá PC lembra que ali se cuida de gente, de corpo e de espírito, e que a perseguição hoje também vem por “papel”, lei e caneta. O episódio encosta na fonte, na água que precisa ser saudada, e mostra o que acontece quando o “progresso” enterra rio, empurra esgoto e ameaça o fundamento.
A narrativa cruza então com o Quilombo Pitanga de Palmares, em Simões Filho, onde Wellington Pacífico fala de um processo de regularização que se arrasta por anos e cobra um preço alto, marcado por luto e violência.
É nesse contexto que Liliana Amorim, da Fundação Cultural Palmares, órgão federal sediado em Brasília, explica o que a titulação significa na prática.
A partir daí, o filme afirma, sem romantizar: terra não é pedaço, é corpo, memória, cura e futuro
Criação e Roteiro Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção de Fotografia: Rogério Sampaio
Direção de Arte: Yata Andersen
Produção Executiva: Candida Luz Liberato
Coordenação de Produção: Carla Copello
Controller: Renato ScopVam
Criação e Roteiro Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção: Carolina Moraes-Liu
Direção de Fotografia: Rogério Sampaio
Direção de Arte: Yata Andersen
Produção Executiva: Candida Luz Liberato
Coordenação de Produção: Carla Copello
Controller: Renato ScopVam


Arrancados percorre comunidades em Salvador, Abrantes e Camaçari para mostrar a luta pela terra e pela titularidade como uma disputa por vida, memória e continuidade. Entre terreiros, quilombos e territórios indígenas, o conhecimento botânico das comunidades tradicionais surge como fundamento de cura, proteção e identidade, transmitido no corpo, no ritual e na prática cotidiana. Mulheres em posição de liderança, ialorixás, cacicas, majés e ekedes sustentam redes de cuidado e resistência enquanto enfrentam invasões, racismo ambiental, cercamentos e a violência que tenta empurrar o sagrado para longe do próprio chão. Do Parque São Bartolomeu, território sagrado para comunidades tradicionais, à Feira de São Joaquim, onde o saber circula de mão em mão entre bancas e raízes, a série costura espiritualidade, conhecimento botânico e justiça para afirmar uma verdade simples: território não é recurso, é pertencimento. Em um dos episódios, a jornada também cruza Brasília, acompanhando uma comunidade indígena em luta por território e ouvindo representantes de órgãos oficiais, para mostrar como essa disputa se decide tanto no chão quanto no papel.
Arrancados percorre comunidades em Salvador, Abrantes e Camaçari para mostrar a luta pela terra e pela titularidade como uma disputa por vida, memória e continuidade. Entre terreiros, quilombos e territórios indígenas, o conhecimento botânico das comunidades tradicionais surge como fundamento de cura, proteção e identidade, transmitido no corpo, no ritual e na prática cotidiana. Mulheres em posição de liderança, ialorixás, cacicas, majés e ekedes sustentam redes de cuidado e resistência enquanto enfrentam invasões, racismo ambiental, cercamentos e a violência que tenta empurrar o sagrado para longe do próprio chão. Do Parque São Bartolomeu, território sagrado para comunidades tradicionais, à Feira de São Joaquim, onde o saber circula de mão em mão entre bancas e raízes, a série costura espiritualidade, conhecimento botânico e justiça para afirmar uma verdade simples: território não é recurso, é pertencimento. Em um dos episódios, a jornada também cruza Brasília, acompanhando uma comunidade indígena em luta por território e ouvindo representantes de órgãos oficiais, para mostrar como essa disputa se decide tanto no chão quanto no papel.
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