Festive Land: Carnaval na Bahia
- WorldFest Remi Award Winner
- African Studies Assn. Honoree
- African Literature Assn. Honoree
Distribuidor: Berkeley Media www.berkeleymedia.org Catálogo #: 0089
Este perspicaz e envolvente documentário examina uma das maiores e mais extraordinárias celebrações populares do mundo, a semana de carnaval que traz mais de dois milhões de pessoas às ruas de Salvador.
O filme capta uma energia cultural única através de extraordinárias cenas de apresentações musicais, danças, manifestações religiosas, e festas de rua.
O filme apresenta, para quem não conhece, o trio elétrico, o axé music, os afoxes e os blocos afros, analisando as raízes africanas de vários elementos da folia, a reprodução das divisões sociais de uma sociedade marcada pelo “racismo cordial”, também encarando alguns esterótipos característicos do olhar estrangeiro. Festive Land segue a trajetória carnavalesca de quatro foliões. Márcia é uma percussionista negra e jovem, tentando sobreviver pela música. Para ela, o Carnaval lhe traz a oportunidade de realizar seu sonho. Ignez e Paulo são da classe média, mas procuram caminhos diferentes na folia: ela num elite bloco de trio, e ele na anonimato do pipoca. Para Marcos, que sai com afoxé e também com bloco afro, o Carnaval é uma maneira de resgatar suas raízes africanos.
Festive Land também apresenta as perspectivas de alguns dos grandes ícones da folia baiana: Daniela Mercury fala sobre as orígens do axé music, Gilberto Gil oferece um olhar histórico sobre os Filhos de Gandhi, e Antônio Carlos dos Santos (Vovô) fala sobre as origens e o papel social dos blocos afro. Antropólogo Roberto Albergaria e sociólogo Milton Moura, ambos da UFBA, também apresentam interpretações de vários elementos da festa.
Festive Land ganhou o prêmio prateado no reconhecido Houston International Film Festival de 2001, e foi mostrado no Lincoln Center em Nova Iorque, apresentado pelo famoso músico de jazz, Wynton Marsalis. O filme ainda ganhou elógios por estudiosos norteamericanos, reocnhecidos na área da cultura popular brasileira. Segundo o Dr. James Lorand Matory, professor de antropologia e de estudos afro-americanos da Universidade de Harvard, "Inovadoramente, Festive Land exploda o mito enraizado que o Carnaval subverte as hierarquias raciais e classistas que afligem a Bahia e o Brasil durante o resto do ano. O filme não é simplesmente visualmente e musicalmente charmoso, se não também sociologicamente perceptivo."
Críticas:
O filme não é apenas maravilhosamente pitoresco e musical, mas também sociologicamente inteligente. - James Matory, Professor de Antropologia e de Estudos Afro-Americanos, Harvard University.
[Festive Land] levanta questões interessantes sobre diversidade cultural, gênero, raça e classe... Este envolvente filme pode ser utilizado efetivamente em cursos de antropologia cultural e cursos que lidam com América Latina, religião, dança e sexualidade. - Prof Kathleen Zaretsky, Departamento de Antropologia, San Jose State Univiversity.
Através de imagens observacionais e de uma série de entrevistas fascinantes e ecléticas, [Festive Land] apresenta alguns dos complexidades culturais, de classe e raça que estão subjacentes na comemoração do carnaval na Bahia. - Irina Leimbacher, Co-Diretora Artística, San Francisco Cinematheque, e Professora de Antropologia, UC Berkeley
Este envolvente filme pode ser utilizado efetivamente em cursos de antropologia com a América Latina, de religião, de dança, e de gênero e sexualidade. Também é apropriada para a introdução antropologia cultural. O filme levanta questões interessantes da diversidade cultural, de gênero, raça, classe, e como se transmite o espírito do jogo, prazer, e de energia que permeia Carnaval na Bahia. - Prof Kathleen Zaretsky, Departamento de Antropologia, San Jose State Univ.
Créditos:
Producer: Chung Liu
Producer/Director/Editor: Carolina Moraes-Liu
Associate Producer/Ethnographic Consultant: Lisa Earl Castillo
Music by: Ilê Aiyê
Director’s Statment:
A ideía de Festive Land nasceu da minha percepção que a imagem do Carnaval -- tão tido fora do Brasil como símbolo do Brasil -- é básicamente o Carnaval do Rio de Janeiro. Eu queria amostrar a folia baiana como reposta a essa hegemonia, mas não simplesmente como uma representação da alegria. Sim, o Carnaval é alegria, mas é muito mais do que isso. É também um microcosmo da sociedade, com todos os seus elementos. -Carolina Moraes-Liu
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